"Através desse blog pretendo ser útil de alguma forma ajudando os apaixonados por jardins e pelo meio meio ambiente."

Lucelia Melotto

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

PACOVÁ

 
 
A Pacová (Philodendron martianum) é uma excelente opção para qualquer tipo de residência!  Pode ser cultivada em um lindo vaso, alto ou baixo (estilo bacia), diretamente no solo ou em jardineiras.

Sua folhagem brilhante é bastante ornamental para ser usada em interiores com boa claridade. Não necessita de muita água. Em ambiente externo deve ser cultivada a meia-sombra. Umidade em excesso pode apodrecê-la.

Trata de uma planta originária do Brasil e não tolera climas frios.
Fotos: blog Decoração de A a Z, www.ppow.com.br.

Lucelia Melotto

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Alamanda Amarela (Allamanda Cathartica)

Tenho verdadeira paixão por flores amarelas. Acho essa trepadeira linda!!!
O único inconveniente é que ela espanta os pássaros.....

Planta trepadeira arbustiva nativa do Brasil e cultivada no mundo inteiro.
Por apresentar vistosas flores amarelas praticamente o ano inteiro, é popularmente utilizada no paisagismo no Brasil. Também encontrada nas cores rosa e roxa e creme.
 
Tem um crescimento rápido em climas mais quentes. Não tolera a sombra, solo muito alcalinos ou salgados, e são altamente sensitivas ao frio.
Perfeita para cobrir pérgolas de tamanho grande, topos de muros e caramanchões, devendo ser tutorada inicialmente. Por possuir uma ramagem vigorosa, deve-se evitar o uso em treliças e cercas mais frágeis.
Seus ramos são flexíveis, podendo ser enrolados sobre si mesmo e transformado num arbusto sobre gramados com ajuda de um tutor central.
A planta tem um látex resinoso e venenoso que pode causar dermatite por contato na pele. Pode ser usada como pesticida natural sendo muito eficiente no combate a pragas de jardim, como cochonilhas e pulgões. Para isso deve-se fazer um chá com as folhas picadas, em infusão. Depois de frio borrifar nas plantas atacadas. Usar luvas para cortar as folhas para evitar o contato do látex com a pele. O chá não deve ser guardado, pois perde a sua eficácia. Não usar esse chá em hortas....
Essa planta afasta os pássaros, provavelmente pelo seu veneno.




Lucelia Melotto

sábado, 6 de outubro de 2012

Bromélias


As bromélias fazem hoje parte do paisagismo tropical. Possuem folhagem e florescimento ornamentais e podem ser usadas sobre as árvores, no chão formando conjuntos ou em vasos.

Devem ser cultivadas em locais com alto teor de nutrientes orgânicos e pH mais alto.

Algumas dicas para ter sucesso com suas bromélias
1.    Não use vaso muito grande e coloque uma boa camada de cacos de telha ou pedriscos no fundo. O vaso deve ser sempre furado nas laterais ou no fundo para facilitar o escoamento da água em excesso, evitando umidade excessiva nas raízes.
 
2.    Não enterre demais as bromélias, mantenha a base das folhas acima do solo.
 
3.      Regar sempre de forma moderada.

4.      Devem ser mantidas em local com bastante claridade.

5.      Se as folhas novas se apresentarem mais longas em relação às mais antigas ou se as folhas coloridas ficarem somente verdes, o local de cultivo tem sombra demais.

6.      Se aparecerem manchas secas nas folhas, a planta pode ter queimado com sol. Também pode ter sido regada sob o sol, queimando a folha.
 
7. Caso a queimadura comece nas pontas da folha, a adubação foi excessiva.
 
8. Se as folhas começam a apresentar sinais e manchas pretas há água demais na muda.
 

No Brasil, os gêneros mais conhecidos e empregados nos jardins ensolarados, são representados por Alcantarea e algumas espécies de Aechmea, Neoregelia e Cryptanthus; nos jardins internos, jardineiras e vasos, estão mais presentes os gêneros Nidularium, Vriesea, Guzmania, Tillandsia, Billbergia, e algumas espécies de Aechmea e Neoregelia.




Alcantarea imperialis
 
Neoregelia
 
Nidularium
 
  Vriesea
 
Guzmania
 
Aechmea
 
 
Lucelia Melotto

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

JARDIM VERTICAL


O designer e pesquisador francês Patrick Blanc é reconhecido internacionalmente pela assinatura inconfundível de seus muros vegetais, que já marcaram presença em diferentes países. A natureza é a sua maior inspiração. Ele projeta verdadeiros “tapetes verdes” sobre o concreto, em ambientes internos e externos.

“Trazer a natureza novamente ao dia a dia é muito importante. Os seres humanos se transformaram em seres urbanos, ainda que exista algum movimento para a incorporação do verde nas cidades. O que eu faço, na verdade, é recriar um ambiente ancestral, no qual nossos antepassados viveram, a fim de reconstituir uma memória que está gravada no nosso inconsciente”, segundo Patrick Blanc

Quando adolescente, tinha um aquário de peixinhos tropicais e plantas aquáticas. Após alguns meses de cuidados, constatou que as raízes das plantas absorviam os nitratos dos peixes, atuando como filtro biológico.
Observou que as plantas não necessitavam primordialmente da terra; podiam sobreviver sobre outros ângulos e superfícies, desde que alimentadas.
Tudo de modo muito simples, o segredo estando apenas na adequada conjugação das plantas que, postas lado a lado, podem falar a mesma língua e bem coabitar.

O autor dos murais gigantescos ou colunas verdes, verdadeiras pinturas ou esculturas vivas, como as paredes de plantas do Musée du Quai Branly, da Fondation Cartier e do Palais de la Découverte em Paris, aquelas da Caixa Forum e da Torre de Cristal em Madri e de centenas de trabalhos desde a Austrália aos Estados Unidos, passando pelo Oriente Médio e pela Ásia, não cessa de se deslocar mundo afora.

Além dos projetos de própria autoria, é seguidamente instado a trabalhar em parceria com famosos arquitetos, como o francês Jean Nouvel, os suíços Herzog&Demeuron e a japonesa Kazuyo Sejima.

Suas paredes verticais, que muitas vezes migram da área externa para a interna, têm ainda excelente efeito acústico e térmico. No inverno ajudam a aquecer e, no verão, a atenuar o calor.

Em sua própria casa, em Ivry sur Seine (bairro parisiense), o botânico não tem jardim, mas um grande aquário e um pátio interno onde há peixes e paredes cobertas de plantas. Uma delas avança para dentro da casa e decora o interior da sala ao lado da estante embutida cheia de livros – onde guarda também os que publicou sobre a sobrevivência das diferentes espécies vegetais.

O princípio que constitui a base de todas as suas paredes verdes foi patenteado por ele. O jardim é sustentado por uma parede “verde” feita de PVC, separada por poucos centímetros da parede original. Essa grande placa artificial tem furos, que ficam separados por 10 ou 15 centímetros, onde são grampeadas plantas, em todas as direções da parede. Para a manutenção, é preciso irrigá-las, e para isso são instalados tubos que transportam uma solução composta por água e sais minerais, bombeada a partir de um depósito atrás do projeto. A poda das paredes é especial e ele tem uma equipe de profissionais que conhece a sua assinatura e cuida dos jardins verticais que faz.
A parede de PVC tem um isolador térmico e protege a parede original do risco de umidade, pois não a expõe à circulação da água e é aberta na parte superior e inferior. Para evitar a presença dos mosquitos, deve-se investir na diversidade dos tipos de plantas. E nos ambientes internos recomenda o uso de um vaporizador de água quente a 38°C, mais eficiente que outros tipos de inseticidas.

Ao Brasil, Patrick Blanc  veio inúmeras vezes e realizou dois projetos itinerantes. Em 2004 participou com um grande corredor verde e curvo de uma exposição organizada por Dominique Besse na FAAP e o projeto Via Verde no Rio de Janeiro (2009) para o ano da França no Brasil (que não foi realizado).


As fotos dos jardins verticais são provenientes do site: http://www.verticalgardenpatrickblanc.com
 
Lucelia Melotto
 
Exposição na FAAP (2004)                                

 
Projeto Via Verde (RJ) que não foi implementado.
 
Museu Du Quai Branly em Paris
 
Plaza de Espana (Santa Cruz de Tenerife)
 
Palais de la Decouverte em Paris
 
                                                     Caixa Forum em Madri

                                                        Botanical Garden em New York