O designer e pesquisador francês Patrick Blanc é reconhecido internacionalmente pela
assinatura inconfundível de seus muros
vegetais, que já marcaram presença em diferentes países. A natureza
é a sua maior inspiração. Ele projeta verdadeiros “tapetes verdes”
sobre o concreto, em ambientes internos e externos.
“Trazer
a natureza novamente ao dia a dia é muito importante. Os seres humanos se
transformaram em seres urbanos, ainda que exista algum movimento para a
incorporação do verde nas cidades. O que eu faço, na verdade, é recriar um
ambiente ancestral, no qual nossos antepassados viveram, a fim de reconstituir
uma memória que está gravada no nosso inconsciente”, segundo Patrick Blanc
Quando
adolescente, tinha um aquário de peixinhos tropicais e plantas aquáticas. Após
alguns meses de cuidados, constatou que as raízes das plantas absorviam os
nitratos dos peixes, atuando como filtro biológico.
Observou que as plantas
não necessitavam primordialmente da terra; podiam sobreviver sobre outros
ângulos e superfícies, desde que alimentadas.
Tudo
de modo muito simples, o segredo estando apenas na adequada conjugação das
plantas que, postas lado a lado, podem falar a mesma língua e bem coabitar.
O
autor dos murais gigantescos ou colunas verdes, verdadeiras pinturas ou
esculturas vivas, como as paredes de plantas do Musée du Quai Branly, da
Fondation Cartier e do Palais de la Découverte em Paris, aquelas da Caixa Forum
e da Torre de Cristal em Madri e de centenas de trabalhos desde a Austrália aos
Estados Unidos, passando pelo Oriente Médio e pela Ásia, não cessa de se
deslocar mundo afora.
Além
dos projetos de própria autoria, é seguidamente instado a trabalhar em parceria
com famosos arquitetos, como o francês Jean Nouvel, os suíços
Herzog&Demeuron e a japonesa Kazuyo Sejima.
Suas
paredes verticais, que muitas vezes migram da área externa para a interna, têm
ainda excelente efeito acústico e térmico. No inverno ajudam a aquecer e, no
verão, a atenuar o calor.
Em
sua própria casa, em Ivry sur Seine (bairro parisiense), o botânico não tem jardim,
mas um grande aquário e um pátio interno onde há peixes e paredes cobertas de
plantas. Uma delas avança para dentro da casa e decora o interior da sala ao
lado da estante embutida cheia de livros – onde guarda também os que publicou
sobre a sobrevivência das diferentes espécies vegetais.
O princípio que constitui a base de
todas as suas paredes verdes foi patenteado por ele. O jardim é sustentado por uma
parede “verde” feita de PVC, separada por poucos centímetros da parede
original. Essa grande placa artificial tem furos, que ficam separados por 10 ou
15 centímetros, onde são grampeadas plantas, em todas as direções da parede.
Para a manutenção, é preciso irrigá-las, e para isso são instalados tubos que
transportam uma solução composta por água e sais minerais, bombeada a partir de
um depósito atrás do projeto. A poda das paredes é especial e ele tem uma
equipe de profissionais que conhece a sua assinatura e cuida dos jardins
verticais que faz.
A parede de PVC tem
um isolador térmico e protege a parede original do risco de umidade, pois não a
expõe à circulação da água e é aberta na parte superior e inferior. Para evitar
a presença dos mosquitos, deve-se investir na diversidade dos tipos de plantas.
E nos ambientes internos recomenda o uso de um vaporizador de água quente a
38°C, mais eficiente que outros tipos de inseticidas.
Ao
Brasil, Patrick Blanc veio inúmeras vezes e realizou dois projetos
itinerantes. Em 2004 participou com um grande corredor verde e curvo de uma
exposição organizada por Dominique Besse na FAAP e o projeto Via Verde no Rio
de Janeiro (2009) para o ano da França no Brasil (que não foi realizado).
As
fotos dos jardins verticais são provenientes do site: http://www.verticalgardenpatrickblanc.com
Exposição na FAAP (2004)
Projeto Via Verde (RJ) que não foi implementado.

Museu Du Quai Branly em Paris
Plaza de Espana (Santa Cruz de Tenerife)
Palais de la Decouverte em Paris
Botanical Garden em New York
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